Alice na cidade das maravilhas: postais de um sonho disciplinado
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Resumo
A partir da comemoração dos 60 anos de independência de Singapura, este ensaio visual propõe uma cartografia fotográfica que transita entre a estética do sonho lúcido e a profundidade da análise cultural. Utilizando a alegoria de Alice no País das Maravilhas como fio condutor, o percurso questiona as tensões subjacentes na construção da identidade da cidade-estado. Através das imagens, tensiona-se a coexistência entre o assombro hipertecnológico e a exuberância arquitetônica frente à meticulosa administração da diversidade cultural e à restrição das liberdades civis nos distritos étnicos. A lente atua aqui não apenas como registro de uma coreografia urbana milimétrica, mas como um dispositivo crítico que desestabiliza a ideia de utopia moderna, levantando questionamentos sobre o custo da liberdade nos processos de desenvolvimento contemporâneos.
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