Tecnologias Emergentes e Mediação: Inteligência Artificial para a Gestão Pacífica de Conflitos Juvenis

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Lucia Todd Lozano

Resumo

Atualmente, os adolescentes enfrentam múltiplos conflitos em ambientes escolares e digitais, que afetam seu bem-estar subjetivo e o clima de convivência. A mediação tem se consolidado como uma estratégia eficaz de construção da paz; no entanto, os novos contextos virtuais demandam a integração de ferramentas inovadoras. Entre elas, a inteligência artificial (IA) e outras tecnologias emergentes oferecem um potencial significativo para a prevenção, detecção e gestão pacífica de conflitos juvenis. Este artigo apresenta uma revisão narrativa da literatura acadêmica e de documentos institucionais que analisam o papel da IA no acompanhamento socioemocional, e nos processos de mediação escolar e digital. Destacam-se aplicações como chatbots de orientação, algoritmos de detecção precoce de linguagem agressiva e plataformas de apoio emocional. Além disso, são examinados os benefícios esperados —como a prevenção da violência, o fomento da convivência digital e o empoderamento juvenil— juntamente com riscos associados, como a privacidade de dados, a desumanização do processo de mediação e as desigualdades no acesso à tecnologia. Por fim, propõe-se um marco conceitual que compreende a IA como um complemento, e não um substituto, da mediação humana, ressaltando a necessidade de um uso ético e regulado na construção da paz juvenil.

Palavras-chave:
Mediación – Inteligencia artificial – Bienestar adolescente – Cultura de paz – Conflictos juveniles – Tecnologías emergentes – Convivencia digital


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Seção

Pesquisa e inovação

Como Citar

Todd Lozano, L. (2026). Tecnologias Emergentes e Mediação: Inteligência Artificial para a Gestão Pacífica de Conflitos Juvenis. MEDIACIONES, 22(36), 52-61. https://doi.org/10.26620/uniminuto.mediaciones.22.36.2026.52-61

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